Não esqueci o prometido sobre fazer o balanço do Optimus Alive mas o tempo tem sido escasso para dedicar ao blog, e também já começo a ter saudades de visitar os vossos espaços, mas aqui vai mais um pouco de Alive.

Dos dois pontos altos que quero referir do 2º dia apenas um foi um concerto...ainda o sol estava alto quando os "John Butler Trio" deram um concerto fantástico! Um dos melhores do festival.
O cancelamento da actuação dos Nouvelle Vague retidos em Paris sem ligação aérea a tempo para Lisboa não só não foi reclamada como acabou por permitir que o "Trio" desenvolvesse a sua música por quase 2 horas agarrando um plateia imensa acabando por ser uma das bandas mais acarinhadas pelo (excelente) público do Alive.

Das musicas harmoniosas e calmas até aos ritmos dançáveis sempre com uma alegria e humildade tocante estes rapazes Australianos, exímios instrumentistas, deram espectáculo com o público e não só "para o público"... um momento para recordar e uma banda para continuar a ouvir!
Uma menção honrosa para os numerosos, simpáticos e divertidos australianos que marcaram presença no festival e para o baterista que "brincou" a solo com a sua bateria e restantes instrumentos de percussão durante uns bons 15 minutos em interacção com a plateia arrancando uma das maiores ovações do dia e acabando com os restantes elementos do trio em simultâneo nas percussões.
De Bob Dylan pouco se viu...até podia ser um duplo que estava ali em palco pois em nenhuma situação encarou o público de frente mantendo-se sempre numa posição recuada do palco de lado para a plateia de pé tocando piano com um chapéu de aba larga que lhe escondia as feições e nem as câmaras que filmavam as imagens a ser projectadas no painéis do palco estavam autorizadas a fazer grandes planos. A qualidade musical está lá toda mas se é só para ouvir ponho os discos a tocar em casa e fecho os olhos. Estar num concerto é esperar algo mais...sentir o artista, toda esta distância criada por um "monstro sagrado" que parece ter fobia ao público e medo de ser visto demonstra uma falta de respeito por quem paga o seu bilhete e uma falta de humildade tremenda. O concerto não entusiasmou porque o publico não tinha motivos para se entusiasmar, se o sr. Dylan pusesse os olhos no não menos mítico e igualmente veterano Neil Young faria muito melhor figura...

Do dia dois o 2º ponto alto a referir foram os momentos de loucura e diversão passados na zona Optimus oásis by "the Do Lab". Credenciada mundialmente esta companhia artística californiana do reconhecido
Vaudeville Cirque apresentou o espectáculo "
Lucent Dossier". 
Este espectáculo subia a palco 3 vezes por dia apresentando num cenário místico um musical, que para além da música, dança e expressão dramática, tinha acrobacias circenses de grande beleza estética. Tudo feito num cenário cujo chão é um "espelho de água" em que os actores não hesitavam em refrescar os espectadores.
No final da actuação entrava em cena o Dj que ficava a dar música à multidão acompanhado de canhões de água pulverizada num ambiente refrescante fosse no quente sol da tarde fosse noite dentro
Dançar a apanhar sol ou vento fresco na cara em vez de estar fechado numa qualquer discoteca quente escura e apertada é uma experiência divertida, e então no ambiente saudável, descontraído e festivo que se viveu por ali acabou por ser um dos pontos altos de todo o festival.


(CLICAR NAS FOTOS FOTOS PARA VER EM PORMENOR)